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Archive for abril \21\UTC 2008

Dores…

   Desde muito tempo o homem vem tentando vencer a dor. Analgésicos potentes foram descobertos, terapias foram experimentadas e muitos empenhos trouxeram a humanidade para um tempo em que grande parte de suas dores pode ser aliviada.
   Há dores, no entanto, que não são controladas facilmente com remédios e terapias. As dores emocionais, psíquicas, chegam a torturar, muitas vezes, pessoas que não estão em hospitais ou sob ação de medicamentos; e sem saber lidar com esse fenômeno, trancam-se em seus mundos, escondem-se sob suas máscaras de alegria, sucesso e perfeição. As dores passam a fazer parte do seu cotidiano, como sintoma de doentes crônicos que não têm esperança de cura e convivem com isso dia após dia.
   Algumas pessoas conseguem suportar melhor as quedas e depois de um tempo, estão de pé novamente. Outras, se entregam a sua fraqueza e vivem dias à espera de auxílio. Apesar de muitas vezes trazer tristeza, a dor faz, daqueles que a superam, vencedores. Ao fim da tempestade, as nuvens se esvaem, o sol brilha mais forte e lhes mostra que são muito mais capazes do que pensávam ser, que possuem riquezas que não reconheciam e amores que não sabiam.
   Ao fim de tudo, a dor os deixa debilitados, aparência mórbida e cansada, mas dentro de si, uma enorme vontade de viver. É preciso aprender a valorizar a dor, a perder com dignidade e sensatez e tirar do sofrimento coragem para viver. É preciso aprender que a vida vale muito mais do que aparenta, com todas as suas alegrias e os seus dissabores; e aprender que os sorrisos não são recompensas para sofredores, mas sim, as armas dos vencedores!
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Ser diferente…

    Pessoas são sempre fascinantes, com suas escolhas, medos e anseios, suas diferenças e suas semelhanças. É incrível como tantas vezes se contradizem, discutem suas idéias e preferências, mas no final, são tão parecidas, ainda que não queiram admitir. Competem para serem diferentes, competindo criam diferenças, mas competem porque são iguais. É isso! No fim de tudo, têm as mesmas necessidades e sonhos. De chorar e de sorrir, de ganhar e de perder, de pagar mais barato pra ter o mais caro!

    Precisam expor suas idéias e às vezes, elas são tão iguais que o outro fala primeiro! Ficam desolados, tristes, desanimados… Culpam-se por não terem falado logo, lutado pelo mesmo espaço pelo qual o outro lutou e venceu. Foi mais ágil como fôra outrora, menos lento do que é agora como ele também fôra em outros tempos… Fases iguais em momentos diferentes, na vida de pessoas iguais que anseiam por ser diferentes! Desejam ter uma casa original, um cargo de reconhecimento no trabalho que os eleve a um nível diferente dos colegas, desejam a roupa que ninguém tem, um casamento como nunca se viu igual! Será possível? Casamento tem que ser igual. Tem que ter beijo, arroz e aliança, tem que ter amor, respeito e confiança. Tem que ter festa, música e dança! Tem que ser igual, tem que ser humano.
    Não é a questão de extinguir a criatividade e reduzirem-se a meros seres comuns, mas sim de desistirem dessa diferença que lhes faz melhores ou piores para se reconhecerem como espécie, como irmãos. Compartilhar idéias ao invés de competí-las, unir ao invés de separar, construir juntos ao invés de derrubar o outro. Para que serve uma diferença que os faz solitários? Ser diferente é não se misturar, é viver em um outro mundo inimaginável para os demais? Esse mundo é tão impenetrável assim? Ser diferente é viver além, portanto, é ser igual, porque todos desejam viver além! É ser humilde para admitir que ainda que lutem, que vençam ou morram para ser diferentes, no fim de tudo, sempre haverão Pontos Comuns.

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Pessoas Especiais…

    Nada há na vida que seja tão fascinante quanto às pessoas que encontramos no decorrer de nossa caminhada. Às vezes longo, às vezes curto, o nosso caminho se desvenda cheio de surpresas, obstáculos e paisagens diversas que nos deixam atônitos, enlouquecidos e admirados! Em meio a tantos cenários, elas aparecem como cartas de um baralho que desconhecemos e nos deixam extasiados diante de sua atuação. Surgem por entre os arbustos, pelas costas tocam-nos de leve nos ombros. Às vezes, vêm ao nosso encontro, sorrindo como se nos conhecessem e assim, logo ganham nossa confiança. Talvez, mais tarde descubramos que junto àquele sorriso traziam escondido consigo, alguns interesses que nos causariam muitas lágrimas. Por outro lado, existem aquelas do sorriso genuíno, que não se desfaz nem mesmo em meio às tempestades. Algumas encontramos no chão, caídas e com ferimentos expostos, e então, temos diante de nós a escolha entre dar a mão, pisar a vítima ou simplesmente passar para o outro lado.
    Há ainda, aquelas que com muita cordialidade, preferem ser previsíveis e nos enviam uma carta, um sinal, e quando chegam já estamos esperando-as. Qualquer que seja a forma como aparecem, o certo é que essas pessoas nos modificam, nos constroem e motivam a nossa jornada. Se incomodam ou atrapalham, somam ou diminuem não importa, pois são peças fundamentais na escrita de nossa história. O que seria de você, por exemplo, se não existissem o papai, a mamãe, a irmã caçula que não larga do seu pé, ou o irmão mais velho ciumento que também não larga do seu pé? Como seria o mundo sem aquela professora chata que te ensina a história da humanidade, aquele cara por quem você suspira diante do espelho ou a garota que faz o seu coração sorrir? O que seria dos seus dias se não existisse aquele filho que te dá tanto trabalho, o marido que passa o dia inteiro diante da TV ou a esposa mais que preocupada sempre cheia de recomendações? E o moleque que entrega o jornal, o motorista mal-educado do ônibus, o chefe exigente e a secretaria lerda do seu dentista?
    De cores, perfumes e expressões diferentes, bigodes, saias, batinas e paletó, todas enfeitam o nosso dia como pedras preciosas que nos iluminam o caminho. Algumas nos mostram que a vida é bela e nos ensinam a cantar, outras não acham a vida tão bela, mas ainda assim nos ensinam a cantar. Há também aquelas que nos machucam e com isso nos mostram que devemos estar de olhos bem abertos. O mais interessante é que todas elas nos marcam, tiram e/ou recebem algo de nós. Às vezes, isso é notório, a perda nos causa dor e o presente, alegria tremenda, contudo, não há alguém que não deixe marcas, pois somos todos especiais em nossa individualidade e tempo. Ninguém jamais te tocará como aquele mendigo que, suplicantemente, te pediu uma moeda e ninguém olhará pra ele com a mesma maneira de sentir. Vale à pena, então, acordar com um coração mais amplo, dar bom dia ao guarda de trânsito e como numa oportunidade única, observar, curtir e admirar quem, talvez, você não tenha notado, mas que amanhã fará muita falta se não estiver lá. Vale a pena sim, viver essas pessoas especiais…

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